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Por
onde começa o marketing
Jaime
Jimenez(*)
Todas
as vezes que falamos em crescimento, expansão,
aumento nas vendas ou mesmo diversificação
de processos, as empresas costumam considerar, em sua
grande maioria, a análise de mercado, a revisão
de procedimentos internos ou a avaliação
de atividades desenvolvidas, porém não
é apenas neste ponto que as empresas falham
em suas ações de marketing.
Uma
lacuna que sempre fica em aberto diz respeito a como
as organizações têm envolvido seus
profissionais da linha de frente (vendas, atendimento,
suporte) em suas ações de marketing.
Na
maioria das vezes o sucesso, ou não, de novas
atividades está intimamente ligado ao envolvimento
da equipe. Uma excelente estratégia, não
tem valor algum se não houver o comprometimento
das pessoas. E, comprometimento não ocorre apenas
pelo fato das mesmas fazerem parte do quadro de funcionários
ou por que alguém disse internamente que isso
é importante, afinal comprometimento é
conseqüência de algo.
As
empresas que vêm obtendo os resultados conquistaram
através da forma como seus profissionais têm
sido considerados na:
- Concepção
das estratégias que a empresa adotará.
- Definição de ferramentas e qual o
papel da equipe.
- Gerenciamento das mesmas no dia-a-dia.
- No retorno a equipe sobre o andamento das ações.
Qualquer
conceito de marketing ou gestão empresarial sempre
aponta para a necessidade de mapear permanentemente
tendências, mercado, concorrência, necessidades
de clientes, porém de nada vale levantar estas
informações se as equipes que vendem,
atendem, fornecem suporte ou auxílio a clientes
não estiverem inseridas na estratégia:
Curiosamente
são estas mesmas equipes que possuem uma boa
parte destas informações.
Na
realidade, o que se nota é uma nova postura de
comportamento na qual apenas um ótimo QI (quociente
de inteligência) não garante o sucesso
do profissional.
Curiosamente
também, é por causa do trabalho destas
equipes que consumidores deixam de comprar ou se relacionar
com as empresas que prestam serviços.
Da
mesma forma que as novas tendências de marketing
apontam para a necessidade de aumentar o relacionamento
com clientes a fim de atender cada vez mais a suas demandas
e necessidades, o mesmo vale para começarmos
a falar do comprometimento e envolvimento das equipes.
O
trabalho de envolvimento que levará empresas
a alcançarem os resultados esperados não
se refere apenas a ações isoladas (treinamentos
ou palestras), mas ciclos de atividades das quais as
equipes devem fazer parte. Os profissionais devem ter
a exata dimensão do contexto que a empresa está
inserida, o papel de cada um para envolver-se e participar
com o empenho que a empresa necessita.
Ao
pensar em integração da equipe, não
se pode esperar que apenas a retórica de uma
pessoa seja suficiente. É necessário reunir
diversas atividades, que contemplem não apenas
a capacitação, mas também o gerenciamento
e os recursos necessários para a execução
do trabalho.
E
não consideremos apenas a linha de frente. O
corpo gerencial ou de coordenação tem
tanta ou mais responsabilidades que estes profissionais,
uma vez que é deles a missão de fornecer
o ambiente, a abertura e a liberdade de ação
das equipes.
A
base do trabalho para envolvimento das equipes por parte
das empresas deve utilizar alguns critérios que
são fundamentais na execução de
qualquer estratégia estabelecida e que as equipes
devem ter o cenário completo:
- Perspectivas
da empresa metas e objetivos.
- Análise do processo completo de atendimento
e relacionamento a clientes.
- Atividades que contemplem a melhoria no ambiente
de trabalho.
- Papel dos fornecedores e clientes internos.
- Cliente como foco do trabalho.
Estas
são algumas atividades que a equipe deve trabalhar
para garantir não apenas a responsabilidade individual,
mas a visão do todo, mostrando a participação
de cada um no resultado global.
Todos
os grandes casos de marketing sempre ilustram os resultados
obtidos em seus mercados, porém a base para isso
sempre passa pela forma como os profissionais foram
envolvidos, capacitados ou motivados.
Não
é sem querer que acompanhamos em diversas mídias
(Internet, revistas, livros) a grande importância
que os setores de Recursos Humanos vêm conquistando
nas organizações.
São
inúmeras as atividades que podem ser relacionadas
para o envolvimento de equipes, mas, antes de tudo,
devemos analisar até que ponto nossos profissionais
vêm sendo tratados como clientes a quem devemos
vender as novas idéias e processos
e principalmente aumentar o relacionamento
para atender melhor às suas necessidades.
Empresas
que aplicam estes preceitos, de forma eficiente, têm
um fator de preocupação a menos considerando
que a parte mais importante em sua estratégia
de marketing está bem trabalhada.
(*)
Jaime Jimenez Sócio-Diretor SHER MARKETING (www.sher.com.br),
Professor de Pós Graduação em Administração
em Marketing/FAAP, Professor do MBA-FGV, Professor consultor
da FIESP, Consultor do programa FACESP/SEBRAE, Consultor
SOFTEX e INCAMP UNICAMP, Consultor SENAC e Instituto
de Telemarketing e Consultor do CIETEC/USP.
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