O perfil do novo profissional
Ronaldo
Cardoso de Lima(*)
No
momento em que diferenciais são, mais do que
nunca, vantagens competitivas essenciais, ser profissional
no mundo moderno não é apenas ter uma
dessas vantagens, mas a própria condição
de sobrevivência no mercado de trabalho.
Atualmente,
a velocidade e a natureza das mudanças tornaram-se
completamente imprevisíveis e os obstáculos
muito mais difíceis de superação.
Diferente
de um passado próximo, no qual as mudanças,
além de difíceis e raras, quando aconteciam
já tinham ou poderiam ter sido previstas.
Na
era da informação, a tecnologia avançada
elimina, a cada dia, mais empregos, dando oportunidade
a novas e diferentes formas de empregos e, para ocupá-los,
é necessário grandes e variadas habilidades
e conhecimentos. Com o novo cenário, as características
e os perfis sofreram profundas mudanças.
Com
o atual perfil do profissional, surge então
uma questão: "O profissional moderno deve
ser generalista ou especialista?". De certa forma,
até poderíamos responder: os dois. Na
verdade, o fenômeno da globalização
dos mercados fez com que os modelos de profissionais
fossem revistos. Não podemos dizer que eles
deixem de conhecer profundamente a sua área
específica para passar a conhecer um pouco
de muitas outras, mas é muito importante que
passem a interagir com as outras áreas do conhecimento.
A polivalência torna-se obrigatória e
a poliespecialização é, sem sombra
de dúvida, a grande tendência do futuro.
Entre
as características essenciais do novo profissional,
estão:
- Flexibilidade
e seu alto poder de abstração (não
ficar preso a detalhes técnicos, mas conseguir
entendê-los dentro de uma totalidade);
- Menor preocupação com o seu emprego
e uma maior com a sua empregabilidade;
- Ser criativo;
- Capacidade de administrar seu próprio tempo;
- Saber trabalhar em equipe;
- Saber formular questões;
- Dominar idioma(s) e informática;
- Ter senso de humor;
- Não ser um workaholic;
- Ter atividades paralelas;
- Aprender sempre.
Na
realidade, o que se nota é uma nova postura
de comportamento na qual apenas um ótimo QI
(quociente de inteligência) não garante
o sucesso do profissional.
Quando
pensamos nas habilidades necessárias a um bom
profissional, logo associamos características
como conhecimento técnico, experiência,
inovação e competência. Entretanto,
dois requisitos vêm sendo cada vez mais valorizados
pelas organizações: uma boa imagem e
um comportamento social adequado ao cargo.
Para
alguns profissionais, em especial aqueles que ocupam
cargos estratégicos, manter uma postura e,
uma conduta, adequadas, não apenas no ambiente
de trabalho, mas também fora dele, é
uma atitude indispensável. Isso conta pontos
valiosos para a carreira e, também, para a
organização.
Dicas
de comportamento e postura:
- Cuide
da sua apresentação pessoal;
- Trate bem o próximo (sempre);
- Evite os excessos;
- Seja pontual nos seus compromissos;
- Evite a desatenção;
- Cuidado com a memória falha;
- Seja polido(a) ao falar;
- Evite a insubordinação.
O
mercado de trabalho muda constantemente. Portanto,
cada momento é um recomeço.
Estude
sempre. Não pare no tempo.
Estabeleça
metas e objetivos.
Assuma
o controle de sua vida e invista em você.
Afinal,
você é o único responsável
por seu sucesso ou fracasso.
(*) Ronaldo Cardoso
de Lima é Coordenador de Projeto da Siscorp
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