Ano II - N° 7
Brasil, setembro de 2003. 

O perfil do novo profissional

Ronaldo Cardoso de Lima(*)

    No momento em que diferenciais são, mais do que nunca, vantagens competitivas essenciais, ser profissional no mundo moderno não é apenas ter uma dessas vantagens, mas a própria condição de sobrevivência no mercado de trabalho.

    Atualmente, a velocidade e a natureza das mudanças tornaram-se completamente imprevisíveis e os obstáculos muito mais difíceis de superação.

    Diferente de um passado próximo, no qual as mudanças, além de difíceis e raras, quando aconteciam já tinham ou poderiam ter sido previstas.

    Na era da informação, a tecnologia avançada elimina, a cada dia, mais empregos, dando oportunidade a novas e diferentes formas de empregos e, para ocupá-los, é necessário grandes e variadas habilidades e conhecimentos. Com o novo cenário, as características e os perfis sofreram profundas mudanças.

    Com o atual perfil do profissional, surge então uma questão: "O profissional moderno deve ser generalista ou especialista?". De certa forma, até poderíamos responder: os dois. Na verdade, o fenômeno da globalização dos mercados fez com que os modelos de profissionais fossem revistos. Não podemos dizer que eles deixem de conhecer profundamente a sua área específica para passar a conhecer um pouco de muitas outras, mas é muito importante que passem a interagir com as outras áreas do conhecimento. A polivalência torna-se obrigatória e a poliespecialização é, sem sombra de dúvida, a grande tendência do futuro.

    Entre as características essenciais do novo profissional, estão:

- Flexibilidade e seu alto poder de abstração (não ficar preso a detalhes técnicos, mas conseguir entendê-los dentro de uma totalidade);
- Menor preocupação com o seu emprego e uma maior com a sua empregabilidade;
- Ser criativo;
- Capacidade de administrar seu próprio tempo;
- Saber trabalhar em equipe;
- Saber formular questões;
- Dominar idioma(s) e informática;
- Ter senso de humor;
- Não ser um workaholic;
- Ter atividades paralelas;
- Aprender sempre.

    Na realidade, o que se nota é uma nova postura de comportamento na qual apenas um ótimo QI (quociente de inteligência) não garante o sucesso do profissional.

    Quando pensamos nas habilidades necessárias a um bom profissional, logo associamos características como conhecimento técnico, experiência, inovação e competência. Entretanto, dois requisitos vêm sendo cada vez mais valorizados pelas organizações: uma boa imagem e um comportamento social adequado ao cargo.

    Para alguns profissionais, em especial aqueles que ocupam cargos estratégicos, manter uma postura e, uma conduta, adequadas, não apenas no ambiente de trabalho, mas também fora dele, é uma atitude indispensável. Isso conta pontos valiosos para a carreira e, também, para a organização.

    Dicas de comportamento e postura:

- Cuide da sua apresentação pessoal;
- Trate bem o próximo (sempre);
- Evite os excessos;
- Seja pontual nos seus compromissos;
- Evite a desatenção;
- Cuidado com a memória falha;
- Seja polido(a) ao falar;
- Evite a insubordinação.

    O mercado de trabalho muda constantemente. Portanto, cada momento é um recomeço.

    Estude sempre. Não pare no tempo.

    Estabeleça metas e objetivos.

    Assuma o controle de sua vida e invista em você.

    Afinal, você é o único responsável por seu sucesso ou fracasso.

(*) Ronaldo Cardoso de Lima é Coordenador de Projeto da Siscorp